Saída Misteriosa na Audi e Homenagem aos Ídolos da F1

Saída Misteriosa na Audi e Homenagem aos Ídolos da F1

24/03/2026|6 min|

Jonathan Wheatley deixa a equipe suíça rumo à Aston Martin, enquanto o 'Pé no Porão' relembra os 40 anos da histórica dobradinha Piquet-Senna no Brasil.

O Que Raios Acontece na Audi? O Mistério de Jonathan Wheatley

O programa ‘Pé no Porão’ desta semana mergulha em um dos mistérios que têm agitado os bastidores da Fórmula 1: a súbita saída de Jonathan Wheatley da equipe Audi (antiga Sauber). O apresentador Flavio Gomes, com seu estilo direto e sem rodeios, desmistifica a ideia de que há uma explicação clara para o ocorrido, classificando títulos chamativos como mero clickbait. Wheatley, figura chave que trabalhou por duas décadas na Red Bull e esteve presente nos maiores feitos da equipe austríaca, foi contratado para ser o chefe de operações da Sauber/Audi, com a missão de dar um gás na estrutura que visa o futuro na categoria.

A Audi montou uma estrutura ambiciosa, com centros em Hinwil (Suíça), Neuburg (Alemanha) e Bicester (Inglaterra). A chegada de Matthias Binotto, ex-chefe da Ferrari, como CEO da operação, foi um dos movimentos mais notáveis. Binotto, por sua vez, trouxe Wheatley para ser o braço direito na pista, o cara que realmente coloca a mão na massa. No entanto, a equipe, apesar de já somar pontos no campeonato, tem demonstrado instabilidade nas suas operações, e Wheatley não é o primeiro nome de peso a deixar o barco. Andreas Seidl, que comandava a Sauber antes da compra pela Audi, também teve uma passagem curta antes de dar lugar a Binotto.

Wheatley, que esteve à frente da equipe por quase um ano, foi peça fundamental no desenvolvimento do trabalho, incluindo a conquista de um pódio com Nico Hulkenberg e a promoção do jovem brasileiro Gabriel Bortoleto. A saída, oficializada com um comunicado vago sobre “motivos pessoais”, gerou especulações. Flavio Gomes, citando conversas com fontes na Europa, aponta que a adaptação à Suíça e o desejo de retornar à Inglaterra podem ter sido fatores determinantes. A verdade é que ninguém na Fórmula 1 costuma dar explicações detalhadas, e o trabalho de investigação jornalística se torna essencial para entender os bastidores.

A Audi tem um trabalho muito interessante, né? Já tá aí com pontos no campeonato e tudo mais, mas é uma equipe que tem demonstrado alguma instabilidade.— Flavio Gomes

O Destino Aston Martin e a Nova Missão de Binotto

A especulação mais forte aponta para um destino certo para Jonathan Wheatley: a Aston Martin. A equipe britânica, que vive um momento delicado com o projeto do carro aquém das expectativas e problemas estruturais que afetam o desempenho, estaria buscando a expertise de Wheatley. A informação já circulava há algum tempo, e a insatisfação dele com a vida na Suíça teria sido um gatilho. A ida para a Aston Martin, que fica na Inglaterra, faz todo sentido, já que a grande maioria das equipes da Fórmula 1 tem sede no Reino Unido.

No entanto, a transferência não é imediata. Existe um período de quarentena, comum em negociações entre executivos de alto escalão em empresas do mesmo ramo, para evitar a transferência de informações confidenciais. Assim, Wheatley deverá passar algumas semanas ou meses em ‘stand-by’ antes de iniciar seus trabalhos na Aston Martin.

Com a saída de Wheatley, Matthias Binotto terá que acumular mais uma função: a de chefe de equipe nas pistas, além de CEO. Binotto já tem experiência em gerenciar operações de pista, tendo feito isso na Ferrari. A Audi, por enquanto, não anunciou a contratação de um substituto direto para Wheatley, o que reforça a ideia de que Binotto assumirá um papel ainda mais central na gestão da equipe. Para Gabriel Bortoleto, o apresentador garante que a mudança não deve afetar seu contrato, que é de longo prazo com a Audi e não diretamente com Wheatley. O mesmo vale para Nico Hulkenberg, que tem uma relação profissional sólida com a equipe. A saída de Wheatley, contudo, é vista como um revés para a Audi, que perde um profissional competente e com histórico de sucesso.

Fatos da Saída de Wheatley

~11 meses
Tempo na Audi
Aston Martin
Destino provável
Quarentena
Período de transição

40 Anos da Dobradinha que Parou o Brasil: Piquet e Senna em Jacarapaguá

Em um momento de nostalgia e celebração, o ‘Pé no Porão’ fez uma pausa para relembrar um marco histórico do automobilismo brasileiro: os 40 anos da primeira dobradinha entre Nelson Piquet e Ayrton Senna na Fórmula 1. O feito aconteceu no Grande Prêmio do Brasil de 1986, em Jacarapaguá, um momento que, segundo Flavio Gomes, poderia ter rendido um título de ‘clickbait’ se o foco fosse apenas em Senna, mas que foi abordado com a seriedade jornalística que o evento merece.

Aquele ano era de grande expectativa para os fãs brasileiros. Piquet, bicampeão mundial, estava na Williams, uma equipe favorita ao título, enquanto Senna, já uma estrela ascendente, pilotava pela Lotus. A corrida em Jacarapaguá viu Senna largar na pole position, com Piquet em segundo. Apesar de uma disputa inicial com Nigel Mansell, que acabou abandonando, Piquet assumiu a liderança após um erro de Mansell e cruzou a linha de chegada em primeiro, seguido por Senna. Alain Prost, que viria a ser campeão naquele ano, teve problemas com seu carro, e Jarno Trulli completou o pódio com a Ligier.

Essa dobradinha em Jacarapaguá foi apenas o começo de uma série de resultados memoráveis da dupla brasileira. Flavio Gomes detalhou as 11 dobradinhas brasileiras na história da Fórmula 1, destacando as cinco conquistadas por Piquet e Senna juntos (em diferentes ordens) e três com Senna e Piquet em outras duplas. A lembrança se estende até 1990, com a dobradinha Piquet-Moreno no Japão, onde Senna se sagrou bicampeão mundial após um incidente na largada envolvendo Prost.

O apresentador ressaltou a importância de celebrar esses momentos, que marcaram uma era dourada para o automobilismo nacional, e encerrou o programa pedindo aos espectadores que deem like, se inscrevam no canal e deixem seus comentários, prometendo responder a todos. A memória da dobradinha Piquet-Senna serve como um lembrete poderoso dos tempos em que o Brasil dominava as pistas da Fórmula 1.

Você sabia?

A dobradinha Piquet-Senna no GP do Brasil de 1986 foi a primeira vez que os dois brasileiros terminaram juntos no pódio. Ao todo, foram cinco dobradinhas da dupla, além de outras conquistas históricas.

Assista na íntegra

Esta matéria é um resumo do programa. Veja o episódio completo no YouTube e inscreva-se no canal FQDTV Esporte para não perder os próximos.

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