Hamilton Fora do Título; Antonelli Favorito e GP da Holanda
Apresentador Flavio Gomes analisa as chances reais do heptacampeão e os detalhes da próxima etapa da temporada
A conta não fecha para Hamilton: Antonelli na frente e o futuro incerto
A Fórmula 1 está de volta neste fim de semana com o aguardado GP da Holanda, a 12ª etapa do campeonato mundial. Mas a grande questão que paira no ar, levantada pelo apresentador Flavio Gomes, é se Lewis Hamilton ainda tem chances de virar o jogo contra Kimi Antonelli na disputa pelo título. Com 169 pontos contra 219 do líder, a diferença de 50 pontos parece um abismo, especialmente considerando o desempenho dominante da Mercedes, equipe de ambos os pilotos.
Flavio Gomes, conhecido por sua franqueza, descarta a possibilidade de uma reviravolta espetacular para Hamilton. Ele argumenta que não se trata de uma reação tardia, mas sim de uma temporada em que a Mercedes começou forte e está sendo perseguida pelos rivais. “Mercedes começou o campeonato melhor que todo mundo e todo mundo está correndo atrás deles. Essa é a grande verdade”, afirma. A Mercedes já acumula oito vitórias em onze corridas, um feito que dificilmente será superado pela Ferrari ou McLaren, que somam duas e uma vitória, respectivamente.
O apresentador é categórico: a menos que Antonelli enfrente uma sequência desastrosa de problemas mecânicos ou erros graves, o título parece encaminhado para o jovem piloto. “Se Antonelli não tiver uma sequência desastrosa de quebras, abandonos e por aí vai, ele ganha o campeonato. E Hamilton, vou te dizer de novo, com total sinceridade, porque eu sou uma pessoa muito sincera. Hamilton vai brigar para ganhar uma ou duas corridas lá na frente, né?”, pondera Gomes.
Ele também ressalta que a competição não se resume a uma disputa a dois. Outros pilotos como George Russell, Charles Leclerc e até Max Verstappen podem vencer corridas, o que pode tirar pontos preciosos tanto de Hamilton quanto de Antonelli, mas o impacto maior seria em Hamilton, que precisa otimizar cada ponto.
F1 2024: Situação Atual
Zandvoort: Despedida e o enigma do calendário
O GP da Holanda em Zandvoort, que retorna ao calendário em 2021 e tem sido palco de vitórias de Max Verstappen em 2021, 2022 e 2023, se despede neste fim de semana. A pista, conhecida por seus tempos de volta extremamente curtos – a pole de Piastri no ano passado foi de 1 minuto e 18 segundos –, tem apenas 4,259 metros, menor que Interlagos. A vitória de Lando Norris em 2024 marca a última passagem por este traçado desafiador.
No entanto, o futuro do calendário da Fórmula 1 traz incertezas. A temporada de 2025 prevê o retorno da Turquia e a inclusão de Portimão como corrida permanente, além de uma nova prova em Madrid. Contudo, a possibilidade de cancelamento das corridas no Catar e Abu Dhabi, devido a tensões geopolíticas na região, lança uma sombra sobre o número final de etapas. “Os times não sabem quantas corridas ainda terão para competir, porque essas duas últimas podem não acontecer, né?”, questiona Flavio Gomes, destacando a instabilidade que afeta o planejamento das equipes.
A temporada também contará com a segunda sprint do ano no GP da Holanda, adicionando mais um elemento de imprevisibilidade ao fim de semana. A programação oficial prevê treinos livres, classificação para a sprint, a própria corrida sprint e, por fim, a definição do grid para o GP principal no domingo, com largada às 10h (horário de Brasília).
Um fantasma do passado em Zandvoort
Curiosamente, Kimi Antonelli, o líder do campeonato deste ano, teve um desempenho discreto no GP da Holanda do ano passado, terminando em 16º e recebendo penalidades. Hoje, um ano depois, ele é o principal candidato ao título mundial.
Aston Martin: Do fundo do poço ao meio do pelotão?
Enquanto a briga pelo título parece definida, Flavio Gomes chama a atenção para a Aston Martin, uma equipe que começou a temporada de forma decepcionante, mas que promete dar sinais de recuperação. “A Aston Martin começou o campeonato de forma patética, ridícula”, dispara o apresentador, comparando o carro inicial a um “VW Gol antigo”.
Contudo, após uma grande atualização no carro apresentada no GP da Hungria, a equipe mostrou um desempenho mais honesto e competitivo. A expectativa agora é que a introdução de um novo motor Honda para o GP da Holanda eleve ainda mais o patamar da Aston Martin. “Com o motor novo e um carro com um chassi pelo menos minimamente competitivo, a Aston Martin pode aparecer em 11º, 12º, talvez até marque um ponto”, vislumbra Gomes.
Embora longe de disputar vitórias ou pódios, a melhora da Aston Martin pode significar uma nova dinâmica no meio do pelotão, com a equipe brigando diretamente com Audi, Racing Bulls e outras escuderias. “Eles vão começar a brigar com a Audi, com a Racing Bulls e essas outras equipes do meio do pelotão”, conclui o apresentador, indicando que mesmo as equipes que não estão na disputa principal podem ter suas próprias batalhas e histórias interessantes ao longo da temporada.
Se Antonelli não tiver uma sequência desastrosa de quebras, abandonos e por aí vai, ele ganha o campeonato.— Flavio Gomes
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